Apresentação

Ois :3
Bom, pra
quem não sabe, eu sou o Fox, prazer.

Eu não tenho uma pauta pra essa primeira postagem e não sabia direito o que escrever, então decidi ficar no básico. Vou falar um pouco da minha vida, do que eu faço, etc.
Eu tenho 16 anos. Pelo menos pra maioria das pessoas, com 16 anos você está ou entrando no 3º colegial ou já está nele. Eu sou do segundo caso.


Chegou meu último ano.


Antigamente, pra mim, entrar no último ano era sinônimo de libertação, ficar livre da escola, nunca mais ter que pisar em uma instituição de ensino "básica" sendo que imaginava a faculdade como algo grandioso, totalmente diferente. Eu esperava ansiosamente para o dia em que chegaria meu último boletim, eu o traria para casa, meu pai o olharia, e feliz iria me dar os parabéns. Feliz por ambos, pois tive a sorte de ter um pai que pudesse me pagar uma escola particular, que, embora eu o pague diariamente com meu esforço (minha vó fala isso, rs) eu sei que é um fardo imenso, um dinheiro que poderia estar sendo aplicado em outras coisas, desde muito tempo atrás.
Voltando ao foco, eu queria, e muito, que meu último ano chegasse logo. O que eu vou falar será cliché, mas é a verdade: cada segundo que passa hoje é um segundo que eu tento agarrar com todas minhas forças, para que não se esvaia, pelo menos não em vão, um segundo que eu gostaria que durasse horas, pelas pessoas, situações e pelo ônus que eu sei que há de vir daqui pra frente.
Quem já passou por isso sabe do que eu falo, alguns de dentro desse blog mesmo já conversaram comigo sobre isso.
Para os que vão passar, aqui eu vou me diferir de muitos. Não vou dar conselho nenhum.
Nem vou ousar. Quando chegar a hora, vocês vão perceber o que fazer, nunca é tarde demais.

Como eu posso dizer isso?

Não é único meu nem de ninguém se sentir deslocado. Eu durante muito tempo procurei aqueles amigos de verdade. Em 15 anos posso dizer que achei dois, que possivelmente lerão esse texto, mas nunca achei a minha turma. Conseguem entender?
Isso aconteceu ano passado. Um ano antes do fim. Um ano antes de eu ter que me separar de pelo menos 80% deles.
Nunca é tarde demais.

Isso é uma flecha que constantemente atravessa meu peito quando penso que estou no último ano. Provavelmente cursarei Direito. Tenho alguns amigos que farão o mesmo. Mas e os outros?
E se eles não passarem?

E se eu não passar?

A questão das amizades é a que mais pesa na dificuldade que 2010 vêm tendo pra mim.
A segunda maior eu acabei de falar: O Vestibular



Fuvest. Pra mim, esse é o nome da fera. Pra quem não conhece, a Fundação Universitária para o Vestibular tem alguns dos processos seletivos mais concorridos do país, principalmente porquê abre portas para, entre outras, a USP, reconhecida entre as melhores universidades do país.

E esse é o meu objetivo. Não tem outro. Ou eu entro ou eu entro.
Como eu disse, tive a sorte de ter um pai que me pagasse colégio particular. Não haveria o mínimo de justiça em deixar com que ele pagasse um cursinho ou pior, a própria faculdade.
'Ah, mas você poderia pagar você mesmo seu curso!'
Claro que poderia! Eu venho dando aulas há algum tempinho, ganhando minha grana, mas pra quê eu perderia um ano?
Não faz sentido.

Essa é outra questão que aflige a todos no último ano: quando chegar o dia, que você abrir aquele caderno de questões, com centenas, até milhares de concorrentes no mesmo prédio que você, o que você vai fazer?
Suceder?
Falhar?
De quem realmente depende isso?

Essas, eu diria que são as questões universais, inerentes a todos que passam por isso.

E ainda tem aquelas particulares:
Onde eu vou morar?
Como eu vou pra facul?
Vou ter que mudar de estado?
Vou conseguir ver minha namorada?

E mais milhares outras...

Sinceramente, tem hora que dá vontade de explodir com tudo isso. Dar um jeito de espairar.
Antes mesmo de escrever esse artigo, estava fazendo um pacote de exercícios de estudo pra férias. Escrever foi um modo de me acalmar.

Mas antes do blog, o que fazia esse papel era o fórum.

Eu sei que uma hora não vai dar mais. Vou ter que abrir mão do meu cargo, do meu tempo na internet e até do contato, que eu não queria perder de jeito nenhum com alguns de vocês. Não vai ter outro jeito. E esse tempo se aproxima
Cada segundo que passa, daqueles que eu tento me agarrar com todas as minhas forças, é um segundo a menos com vocês e um que me deixa mais perto daquilo que não tem como eu escapar.

Essa é minha vida, pelo menos nesse ano.

Como eu disse, o blog e o fórum são meus maiores suportes para suportar isso. Quando preciso de um lazer, quando eu preciso de alguém pra conversar quando meus amigos estão estudando, ocupados, etc.

Acho que meu post acaba aqui. Contei um pouco da minha vida, do que eu quero fazer, de como esse ano é pra mim e será para muitos. Mas a mensagem final é da importância que vocês da R1 tiveram nesse ano pra mim.

Não poderia encerrar com outra coisa.

Muito obrigado.

Fox~

A Internet hoje. Ou não.

É tão legal usar a expressão "ou não" no início de um post, sabia? Dá um ar meio místico no negócio, meio "o cara vai falar algo bom, ein, vamos ler" e tal. Curto essa coisa de deixar no mistério e pá.

Ah, ok, o post. Desculpem, divaguei. Enfim, o Felipe Neto, conhecem, conhecem? Acho que sim, tenho quase certeza. Mas, bem, vejam:

Ah, droga, vou posta o link por que não to afim de baixar o vídeo e blogger é uma merda. Tem que ver isso aí, moderação.
Clique aqui para estourar no Youtube

Não manjo de HTML. Se der merda, não me culpem.

Enfim, Felipe Neto. Acho que ele é carioca, sempre falando do Rio e pá. Enfim, ele é carioca, torce pro Botafogo. E é vlogger. "Profissão" (urgh) que vem crescendo no Brasil. Cada dia mais temos vlogs brasileiros com várias exibições, como o maspoxavida, do PC Siqueira, e o próprio Não Faz Sentido! do Felipe Neto. Além do NãoSalvo e os grandes blogueiros que se metem a fazer vídeos como o Chongas e o Jacaré Banguela.

Bem, esses caras como o PC Siqueira e o Felipe Neto meio que misturam o stand-up com o vlog. Eles têm um texto mais descolado, mais livre assim, uma puta edição de vídeo boa, mas falam basicamente a mesma coisa. Com piadas menos fail, claro.

Aliás, eu gosto do PC Siqueira, gosto do Felipe Neto e gosto de stand-up (Rafinha Bastos sz). Mas eu notei, nos twitters (me sigam @3onz) que ambos, PC Siqueira e Felipe Neto, tão cansados de gente falando "ah, você era mais engraçado antes", "ah, virou modinha tá ridículo" e coisa e tal. Coisa que vi que aconteceu com o Chongas, com o Jacaré Banguela e com o Olhômetro.

Esse negócio de humor é muito difícil de se lidar. Eu rio com algumas coisas do JB, me divirto muito com os textos da menina do Olhômetro, dou muita risada com a Lola. Sabe, é uma coisa minha, que eu sei que tem gente que não gosta, que critica e talz.

Mas, bem, o que aconteceu foi que eles foram adequando seu humor às massas. Querendo ou não, é isso. Todo mundo gosta de um humor mais sujo e não com tantas referências nerds, como era antes o JB - era quase um Ñ.intendo - e etc. Tanto que são os mais acessados e blablablá.

Além de que, deve cansar ficar 30 minutos no twitter e virem uns trezentos RTs falando que você é bobo cara de mamão por que falou mal do Fiuk, não é? Isso cansa. E quando algo cansa e você tem opções de fazê-lo ficar mais confortável, você torna ele mais confortável. Acho que to me fazendo entender.

Então, minha visão é de que com o tempo o Felipe Neto será um Jacaré Banguela dos vloggers. Ou ele começará a fazer como o PC Siqueira e irá tornar o vlog um vlog mesmo, com aqueles vídeos de o que eu comi hoje no café e essa vibe toda. Ou ele fará um blog que comentará o que o ego! colocou na sua página principal.

Logo, se daqui há seis meses o Felipe Neto for blogueiro ou tiver sumido, me chamem de Polvo Vidente.

Devaneio #1


Existe uma certa hora na vida de todo alguém onde não se há uma alternativa completamente certa para aquilo que procuramos. Você percebe isso antes mesmo de se dar conta do quanto está perdido no que até então, você dominava. É assustador.

Quem não deseja ao menos uma vez na vida voltar à estaca zero, respirar fundo e mergulhar novamente numa nova ideia, numa nova tentativa desesperada de fazer algo dar certo, fazer algo se tornar real? Ninguém vive num script perfeito e lacunado à cenas, atos, falas.

Eu sei que esse post pode não valer de nada para você. Mas pode valer tudo.

Recomece.
Recicle.
Sempre haverá tempo para colocar uma pedra naquilo que estava dando errado e recomeçar. Afinal, você não é o único que erra; alguém estará do seu lado quando o tempo escurecer.

Depois de muito titubear, eu aprendi que não há tempo o suficiente para preocupar tanto com aquilo que nos faz dar pequenos -mínimos- passos a cada dia. Quero correr, quero chegar logo no fim dessa jornada.

"Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo..."
Legião Urbana; Tempo Perdido



Uma boa semana para todos nós!

Teatro


Olá galerinha da R1, tudo bem com vocês?
Sou o Linger, mas podem me chamar de Ling, Lindj ou até mesmo de Lingerie se prefirirem. lol

Hoje eu resolvi falar um pouco sobre mim, indo logo para um tema que eu gosto bastante e espero que vocês curtam também, o teatro!



Faço teatro desde 2008. Nesse meio tempo já fiz duas peças: Colônia da Poesia (2008); que contava a historia de adolescentes que foram passar as férias em uma Colônia (fiz o papel de filho da dona do lugar). E a segunda peça foi Mosteiro Poético (2009~2010); que falava de um mosteiro de padres que recebiam freiras e crianças depois de um incêndio que ocorreu no convento delas (fiz um padre brincalhão).
Essa segunda peça foi muito cansativa, ficamos um ano tentando botá-la no palco. Ainda tiveram aqueles problemas comuns que nada estava perfeito (ou pelo menos como gostaríamos que estivesse), mas quando foi lançada valeu muito toda a espera.

A maioria pensa que botar uma peça no palco é bastante fácil , não é.
Para ela sair costumamos usar livros poéticos cujos autores são de Divinópolis (minha cidade oe) e depois das poesias serem lidas e escolhidas por cada um, as juntamos e temos o rumo que pode tomar conseqüentemente levando a historia.

Minutos antes de entrar no palco ou até mesmo no curso, sempre dizemos “merda”. Se trata de uma expressão que significa sorte. Existem varias versões para essa historia e uma delas é essa:

Um ator iria apresentar a peça mais importante de sua vida, estava nervosíssimo, pois na platéia estariam os mais importantes críticos da cidade. No percurso de sua casa ao teatro encontrou muitos obstáculos. Primeiro, deparou-se com um incêndio, teve que desviar e acabou se perdendo. Como quem tem “boca vai a Roma”, conseguiu chegar ao teatro. Na porta do teatro para completar suas asneiras, pisou em um cocô. Entrou, atuou e saiu muito feliz com a melhor atuação de sua vida.Assim, a expressão “merda” tem o mesmo significado de boa sorte e é sempre usada antes das apresentações. Lembrando que, nunca se deve agradecer com obrigado ou de nada quando alguém lhe desejar “merda”, deve responder apenas “merda” ou ficar calado.Portanto, merda a todos.